Quando eu fazia cursinho pré vestibular, tive uma professora de português (Vera) que disse algo que eu compreendi bem, reconheci bem. Ela disse que nós aprendemos a amar com os romances, os filmes, os livros.
Minha angústia veio por pensamentos que me disseram do medo de morrer e não ter sido tão próxima e íntima de amor que mesmo em seus momentos mais sombrios se mostrou completo.
Serão os romances uma ilusão, um ideal? Aprendemos a amar de uma forma que não será nunca possível?
Ou será que alguns raros encontrão esse amor, essa paz, essa serenidade, de saber viver saboreando o presente, sorrindo do passado e se encorajando para o futuro?
Será que sairei desse universo de nuvens e névoas que me imobilizam e me mantém em inércia, permanecendo cega, sem ver a verdade, se é que ela existe.
Será a vida a busca de um primeiro momento eternizado em lembranças embaçadas, que nunca mais vai voltar?
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