segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Um corpo que grita

O Grito em Silêncio


AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!
O meu corpo grita em silêncio. A minha mente grita em silêncio. Estou presa aqui dentro e não sei como vou fazer pra me soltar.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Como se fosse a Primeira vez...

Como é gostosa aquela, àquela, lembra? Àquela sensação que a gente sente numa primeira vez...

Como se fosse a primeira vez é, também, o título de um dos episódios de uma queridíssima série que assisto: 3 Teresas. 3 gerações de mulheres (Avó, mãe e filha/neta), compartilhando situações parecidas, cada qual com suas particularidades, e únicas e misturadas formas de lidar com elas.
Nesse episódio, em particular, a frase que mais me chamou a atenção e causou grande impressão a ponto de deixar marcas veio dos lábios da Teresa mais velha: "Eu repeti a vida inteira que a única coisa que a gente perde são 'as primeiras vezes'. Tava errada. Sempre dá pra ter uma 'primeira vez' de novo!". E que delícia.
Sabe, o seu primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro amor... Não voltam. Mas e aquela sensação apavorante e maravilhosa que antecede o primeiro beijo que você dará nesse "certo alguém" novo? E quando uma relação acaba, e você percebe que vai ter que começar tudo de novo, e vai sair a primeira vez sem ele, vai pela primeira vez acordar ao lado de outro corpo que não o dele. E, isso, pode até te fazer feliz.
 Ok, eu confesso! As primeiras vezes sem ele vão ser difíceis. Mas aí vai chegar um momento em que você, pela primeira vez depois dele, vai realmente se interessar por alguém que também vai estar interessado em você. E vocês vão ao cinema juntos, pela primeira vez. Vão ter conversas longas, pela primeira vez. Irão se encontrar um no outro, pela primeira vez. Vão se beijar, pela primeira vez. Se tocarem, pela primeira vez. Se amarem, pela primeira vez. E até mesmo brigarem, pela primeira vez.
 Ok, ok, ok. EU CONFESSO: ainda não estou na fase de pular em 'primeiras vezes', por enquanto, ainda estou nas 'primeiras vezes' sem ele. A primeira vez em que ele não atendeu o telefone, a primeira vez que ele não me chamou de Flor, a primeira vez que ele não se despediu com um beijo, a primeira vez que o sexo deixou de ser encontro e se tornou só sexo, e até mesmo a primeira vez em que ele foi gélido, mais frio que um pinguim no polo norte. A primeira vez que ele disse: não te amo, não tenho mais vontade dos seus beijos. A primeira vez que ele disse que nunca mais a gente iria se tocar.
 Mas sei também a primeira vez que vou acordar e não pensar nele, a primeira vez que vou voltar a respirar, sentir o ar fluir pelos pulmões afora. A primeira vez que não vou dormir sentindo dor. A primeira vez que o pranto da minha alma vai se calar. A primeira vez que vou rir sem sentir vontade de chorar.
Ai sim, irão chegar como suaves ondas, delicadas brisas e um furacão de emoções, e ao abrir a porta do meu coração eu escutarei: Olá, prazer! Primeira vez. 
 Todo mundo tem direito a sua própria vista pro mar! - 3 Teresas

 
 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Eu e a Balança




Ele e sua ampulheta particular, nas suas retas...
Como os livros de uma biblioteca, objetivamente pertencentes aos seus lugares
(é claro, que ocasionalmente esse pertencer passa por cautelosas reavaliações).
Com ouvidos que imploram por sussuros de amor, mais misterioso que as pirâmides do Egito, quase uma exclamação que não ousa deixar respostas...
Ela e suas bombas atómicas,  um vento se tornando um furacão...
Tão quente quanto o Sol, e mais fria que a Morte,
Uma gaveta sem encaixes, ou talvez com encaixes demais...
Mais cheia de perguntas que um ponto de interrogação.
Transparente e instável como a correnteza,
Tão certa quanto a vida e tão incerta quanto a morte...
Por fim, dois corações esperando julgamento em uma libriana balança, que encontrará a paz de um equilibrio, ou  o desequilíbrio das emoções...

terça-feira, 8 de abril de 2014

Romance

Quando eu fazia cursinho pré vestibular, tive uma professora de português (Vera) que disse algo que eu compreendi bem, reconheci bem. Ela disse que nós aprendemos a amar com os romances, os filmes, os livros.
Minha angústia veio por pensamentos que me disseram do medo de morrer e não ter sido tão próxima e íntima de amor que mesmo em seus momentos mais sombrios se mostrou completo.
Serão os romances uma ilusão, um ideal? Aprendemos a amar de uma forma que não será nunca possível?
Ou será que alguns raros encontrão esse amor, essa paz, essa serenidade, de saber viver saboreando o presente, sorrindo do passado e se encorajando para o futuro?
Será que sairei desse universo de nuvens e névoas que me imobilizam e me mantém em inércia, permanecendo cega, sem ver a verdade, se é que ela existe.
Será a vida a busca de um primeiro momento eternizado em lembranças embaçadas, que nunca mais vai voltar?

domingo, 21 de abril de 2013

Marcas

Se me perguntarem o que quero da vida, direi: deixar marcas, lembranças. Quero deixar no mundo uma impressão bem forte, e não paro ai. Quero saber como ele se lembra de mim, quais detalhes ficaram na memória. Que parte ficou marcada dessa história tão minha... e sim, quero saber como tudo isso afetou ele  (meu maior afeto, e aquele a quem eu realmente eu quero marcar) também, saber as memórias e as lembranças que o fizeram sorrir ao se lembrar de mim.
A gente assiste a filmes, seriados, novelas; lemos romances. Descobrimos finais felizes, e queremos um também. Mas, se alcançarmos o final, alcançaremos a morte, então não mais teremos o que viver.
O que eu quero? Aprender a ser feliz com pouco, amar com liberdade, sem algemas, sem nós. Pois, como já dizia Mario Quintana: "Quando o amor vira nó, é porque deixou de ser laço". E pra ser laço tem que ter espaço, distância (que aproxima, diga-se de passagem), mobilidade, e um ponto que une, o qual ouso chamar de amor, que permite que o laço se estruture, e se entrelace, dê voltas, e deixe pontas soltas, para que a história possa continuar.
Porém, a minha obsessão muitas vezes toma conta, e eu perco muitas batalhas nesse percurso pelo amor. Espero não perder a guerra, ou um amor que poderia (e talvez ainda possa) ser laço.