sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Eu e a Balança




Ele e sua ampulheta particular, nas suas retas...
Como os livros de uma biblioteca, objetivamente pertencentes aos seus lugares
(é claro, que ocasionalmente esse pertencer passa por cautelosas reavaliações).
Com ouvidos que imploram por sussuros de amor, mais misterioso que as pirâmides do Egito, quase uma exclamação que não ousa deixar respostas...
Ela e suas bombas atómicas,  um vento se tornando um furacão...
Tão quente quanto o Sol, e mais fria que a Morte,
Uma gaveta sem encaixes, ou talvez com encaixes demais...
Mais cheia de perguntas que um ponto de interrogação.
Transparente e instável como a correnteza,
Tão certa quanto a vida e tão incerta quanto a morte...
Por fim, dois corações esperando julgamento em uma libriana balança, que encontrará a paz de um equilibrio, ou  o desequilíbrio das emoções...