domingo, 21 de abril de 2013

Marcas

Se me perguntarem o que quero da vida, direi: deixar marcas, lembranças. Quero deixar no mundo uma impressão bem forte, e não paro ai. Quero saber como ele se lembra de mim, quais detalhes ficaram na memória. Que parte ficou marcada dessa história tão minha... e sim, quero saber como tudo isso afetou ele  (meu maior afeto, e aquele a quem eu realmente eu quero marcar) também, saber as memórias e as lembranças que o fizeram sorrir ao se lembrar de mim.
A gente assiste a filmes, seriados, novelas; lemos romances. Descobrimos finais felizes, e queremos um também. Mas, se alcançarmos o final, alcançaremos a morte, então não mais teremos o que viver.
O que eu quero? Aprender a ser feliz com pouco, amar com liberdade, sem algemas, sem nós. Pois, como já dizia Mario Quintana: "Quando o amor vira nó, é porque deixou de ser laço". E pra ser laço tem que ter espaço, distância (que aproxima, diga-se de passagem), mobilidade, e um ponto que une, o qual ouso chamar de amor, que permite que o laço se estruture, e se entrelace, dê voltas, e deixe pontas soltas, para que a história possa continuar.
Porém, a minha obsessão muitas vezes toma conta, e eu perco muitas batalhas nesse percurso pelo amor. Espero não perder a guerra, ou um amor que poderia (e talvez ainda possa) ser laço.